7 verdades sobre voar de avião que você não sabia!

Você tem medo de voar de avião? Ou simplesmente não consegue entender como
que uma geringonça enorme de metal daquelas consegue flutuar tão alto no céu? Pois bem,
há mitos e verdades sobre o voo de avião que a maioria das pessoas não sabe. Por ser um
conhecimento técnico de difícil acesso, em geral limitado aos pilotos e à tripulação, é
comum que as pessoas desconheçam esses aspectos técnicos da aviação, o que pode
ajudar a alimentar ainda mais o medo de voar. Então, para entender um pouco melhor esse
processo, juntamos aqui 7 verdades sobre voar de avião que com certeza você não sabia!
É verdade que a porta da aeronave como ser aberta em pleno voo?

Isso é mentira. As portas de uma aeronave só abrem quando a pressão interior e a
pressão exterior do avião são virtualmente uma e a mesma, o que, em pleno voo, é
claramente impossível, devido à queda da pressão em grandes altitudes. Ou seja, o risco de
você sair voando por uma das portas é virtualmente impossível, pelo fato de que as portas
operam de acordo com a pressão entre os ambientes interno e externo da aeronave.

Em caso de queda, a região do meio do avião é a mais segura?
De certa forma, isso é verdade. A revista Time, com base nos dados fornecidos pela
agência que regula a aviação civil nos Estados Unidos (FAA), fez um levantamento que
demonstrou que as posições mais seguras em uma aeronave em queda são os assentos
traseiros e as poltronas do meio. Alguns acidentes ocorridos no Brasil, no qual apenas as
pessoas que estavam sentadas nos últimos assentos sobreviveram, corroboram esses
dados. Contudo, isso é muito difícil de ser pré-determinado, pois as condições e
circunstâncias podem variar muito de um acidente aéreo para outro.

Uma tempestade aumenta o risco de um acidente, podendo um raio derrubar o
avião?
Isso não é verdade. O que ocorre é que, em caso de tempestade, a visibilidade fica
comprometida. Mas, mesmo assim, se um raio atingir a aeronave, isso não representa um
perigo para os passageiros, porque o avião foi feito exatamente para receber esse tipo de
descarga elétrica. Pode ser que os sistemas da nave sejam afetados, mas a segurança dos
passageiros não é atingida. Quando da aterrissagem, uma inspeção completa sobre os
sistemas será realizada, e a aeronave voltará à normalidade de suas operações. Sendo
assim, não tem como um raio derrubar o seu avião, uma vez que ele já saiu da fábrica
preparado para receber essas descargas.

Pássaros podem derrubar o avião?
Isso é verdade, mas só em casos bem específicos. As aves maiores podem causar
sérios danos a aeronaves, mas só nos casos em que atingem o motor ou a turbina com
força suficiente para danificar as palhetas, isto é, as grandes hélices que sugam o ar. Os
restos mortais da ave podem entrar no motor e incendiar a turbina. Contudo, esse tipo de
acidente é muito incomum, por dois motivos. O primeiro é que as turbinas das aeronaves
hoje em dia são feitas para poderem suportar colisões com objetos de até 3,6 kg (o urubu,

por exemplo, pesa apenas 1,5 kg). O segundo é que a altitude em que voam as aeronaves
é muito superior à alcançada pelas aves.

É verdade que os momentos mais perigosos são a decolagem e a
aterrissagem?
Isso é verdade. Durante o pouso e a decolagem, o piloto tem seu tempo de reação
para manobras de emergência dramaticamente reduzidos. Embora representem acidentes
mais raros e menos graves do que uma queda, esses tipos de incidentes, segundo
estatísticas de 2009 divulgadas pela Boeing, perfazem cerca de 84% do total dos acidentes,
sendo que 43% ocorrem durante a decolagem e 41%, durante a descida e a aterrissagem.

Aliás, os acidentes mais raros são os que ocorrem durante o voo, quando o avião já está na
altitude de cruzeiro. Segundo a Boeing, apenas 16% dos desastres fatais são dessa
modalidade. Então, resumindo, sim, decolar e aterrissar são as partes mais perigosas de
um voo, então mantenha os seus cintos especialmente apertados durante esses momentos!

Os assentos flutuam na água e têm paraquedas?
Sim e não. De fato, os assentos presentes nas aeronaves são flutuantes, o que é
certificado por órgãos competentes nessa área, e podem suportar até 100 kg de peso.
Contudo, a segunda parte é mentira, uma vez que, via de regra, não há paraquedas nos
assentos a bordo de voos comerciais. A única exceção parece ser a KLM, uma empresa
aérea dos Países Baixos com sede na cidade de Amstelveen. Talvez a dúvida tenha
surgido do que se vê em filmes americanos ou documentários das grandes guerras
mundiais, no quais os pilotos das aeronaves, em geral monomotores ou bimotores, sempre
tem à disposição um botão para ejetar o assento e pousar em segurança com o uso de um
paraquedas.

Os comissários de bordo da tripulação podem prender um passageiro?
Isso é verdade. Para início de conversa, a maior autoridade em uma aeronave é o
capitão. Portanto, uma prisão só poderá ser efetuada sob as ordens dele. E apenas em
casos extremos, quando a pessoa a ser presa apresenta uma grave ameaça para o voo,
para os demais passageiros ou para ela mesma. A pessoa fica detida com o uso de
algemas, disponíveis em todos os aviões. Quando a pessoa é presa, a jurisdição, ou a
autoridade para punir, será determinada pela bandeira da aeronave. Por exemplo, se um
cidadão francês for preso em uma aeronave da Gol, uma companhia aérea brasileira,
mesmo que durante um voo sobre águas internacionais, ele ficará sob a jurisdição do Brasil,
devido à bandeira nacional do avião.

Como se pode ver, há muita desinformação no que diz respeito aos aspectos
técnicos da aviação. De acordo com o filósofo grego Platão, a ignorância é a raiz de todo
mal, e com certeza está na origem da fobia que muitas pessoas têm de voar de avião.
Sendo assim, se você sente medo ou qualquer hesitação em voar, ou simplesmente se
você for uma pessoa curiosa, é bom que alguns dos principais mitos sobre voar de avião,
endossados pelo senso comum, sejam desmistificados, tornando a experiência menos
desconfortável.

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